O que o Catecismo da Igreja Católica diz sobre os Leigos?

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Sobre os Leigos – Catecismo da Igreja Católica

940. “Sendo a característica do estado leigo viver em meio ao mundo e aos negócios seculares, são eles chamados por Deus a exercer seu apostolado no mundo à guisa de fermento, graças ao vigor de seu espírito cristão” (AA 2)

941. Os leigos participam do sacerdócio de Cristo: cada vez mais unidos a Ele, desenvolvem a graça do Batismo e da Confirmação em todas as dimensões da vida pessoal, familiar, social e eclesial, e realizam, assim, o chamado à santidade, dirigido a todos os batizados.

942. Graças à sua missão profética, os leigos “são também chamados a serem testemunhas de Cristo, em tudo, no meio da comunidade humana” (GS 43,4)

943. Graças à sua missão régia, os leigos têm o poder de vencer o império do pecado em si mesmos e no mundo, por sua abnegação e pela santidade de sua vida (LG 36)

897. “Sob o nome de leigos entendem-se aqui todos os cristãos, exceto os membros das Sagradas Ordens ou estado religioso reconhecido pela Igreja, isto é, os fiéis que, incorporados a Cristo pelo Batismo, constituídos no Povo de Deus e a seu modo feitos participantes da função sacerdotal, profética e régia de Cristo, exercem, no seu âmbito, a missão de todo o Povo cristão na Igreja e no mundo” (LG 31)

898. “É específico dos leigos, pela sua própria vocação, procurar o Reino de Deus exercendo funções temporais e ordenando-as segundo Deus…”
A eles, portanto, cabe de maneira especial iluminar e ordenar de tal modo todas as coisas temporais, às quais estão intimamente unidos, que elas continuamente se façam e cresçam segundo Cristo e contribuam para louvor do Criador e Redentor (LG 31).

899. A iniciativa dos cristão leigos é particularmente necessária quando se trata de descobrir, de inventar meios para impregnar as realidades sociais, políticas, econômicas, com as exigências da doutrina e da vida cristã. Esta iniciativa é um elemento normal da vida da Igreja: “Os fiéis leigos estão na linha mais avançada da vida da Igreja: por eles a Igreja é o princípio vital da sociedade humana. Por isso, especialmente eles devem ter uma consciência sempre mais clara, não somente de pertencerem à Igreja, mas de serem Igreja, isto é, a comunidade dos fiéis na terra sob a direção do chefe comum, o Papa, e dos Bispos em comunhão com eles. Eles são a Igreja” (Pio XII, discurso em 20/02/1946; CL 9).

900. Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm obrigação e o direito, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito (LG 33).

901. “Consagrados a Cristo e ungidos pelo Espírito Santo, os leigos são admiravelmente chamados e munidos para que neles se produzam sempre mais abundantes frutos do Espírito. Assim todas as suas obras, preces e iniciativas apostólicas, vida conjugal e familiar, trabalho cotidiano, descanso do corpo e da alma, se praticados no Espírito, e mesmo as provações da vida, pacientemente suportados, se tornam ‘hóstias espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo’ (1 Pd 2,5), hóstias que são piedosamente oferecidas ao Pai com a oblação do Senhor na celebração da Eucaristia. Assim também os leigos, como adoradores agindo santamente em toda a parte, consagram a Deus o próprio mundo” (LG 34 e 10).

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902. De maneira especial, os pais participam do múnus de santificação “quando levam uma vida conjugal com espírito cristão e velando pela educação cristã dos filhos” (CDC, cãn. 835,4)

903. Se tiverem as qualidade exigidas, os leigos podem ser admitidos de maneira estável aos ministérios de leitores e de acólitos. Onde a necessidade da Igreja o aconselhar, podem também os leigos, na falta de ministros, mesmo não sendo leitores ou acólitos, suprir alguns de seus ofícios, a saber, exercer o ministério da palavra, presidir às orações litúrgicas, administrar o Batismo e distribuir a sagrada Comunhão DE ACORDO COM AS PRESCRIÇÕES DO DIREITO” (CDC cân. 230,3).

904. ” Cristo exerce o seu múnus profético não somente através da hierarquia…mas também através dos leigos fazendo deles testemunhas e provendo-os do senso da fé e da graça da palavra” (LG 35). “Ensinar alguém para levá-lo à fé é a tarefa de cada pregador e até de cada crente” (S. Tomás de Aquino, S. Th. III, 71, 4, ad 3).

905. Sua missão profética, os leigos a exercem também pela evangelização, “isto é, o anúncio de Cristo feito pelo testemunho da vida e pela palavra”. Nos leigos, “esta evangelização adquire características específicas peculiares pelo fato de se realizar nas condições comuns do século” (LG 35). “Este apostolado não consiste apenas no testemunho da vida: o verdadeiro Apóstolo procura ocasiões para anunciar Cristo pela palavra, seja aos descrentes…seja aos fiéis” (AG 15).

906. Os leigos que forem capazes e que se formarem para isto podem também dar a sua colaboração na formação catequética (CDC, cân. 774; 776; 780), no ensino das ciências sagradas, e atuar nos meios de comunicação social (CDC, cân. 822,3).

907. “De acordo com a ciência, a competência e os prestígios de que gozam, tem o direito e, às vezes, até o dever de manifestar aos pastores sagrados a própria opinião sobre o que afeta o bem da igreja e, ressalvando a integridade da fé e dos costumes e a reverência para com os pastores, e levando em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas, deem a conhecer essa opinião também aos outros fiéis” (CDC, cân. 212, 3).

913. “Assim, todo o leigo, em virtude dos dons que lhe foram conferidos, é ao mesmo tempo testemunha e instrumento vivo da própria missão da Igreja ‘pela medida do dom de Cristo'” (EF 4,7; LG 33).

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Fonte: O Catecismo da Igreja responde de A a Z / Edt. Cléofas pg. 175 a 177.

 

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