Artista faz escultura de Jesus pela primeira vez como penitência quaresmal

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Durante a Quaresma, muitos fizeram as mais diversas penitências, como não comer ou beber algo, deixar de lado alguma prática da qual gosta; mas, no interior de São Paulo, um designer gráfico decidiu adotar uma penitência única e fazer algo que nunca tinha feito: esculpir uma imagem de Jesus e doar para a igreja.

Nilson Araujo, de 40 anos, mora em Porto Feliz (SP) e, nesta Quaresma adotou como penitência esculpir uma imagem do Senhor Morto para doá-la à igreja de Nossa Senhora Aparecida, na mesma cidade.

Entretanto, esta foi a sua primeira experiência com esculturas e não tinha nem mesmo o material ou equipamentos necessários para a realização do projeto.

Casado há 14 anos e pai de três crianças, Nilson conta que nasceu “no cerne de uma família tradicionalmente católica”, frequentava a Missasemanalmente com os pais e, “fruto desta infância rica da convivência religiosa, é minha irmã, a mais velha de 4 filhos, que hoje é freira do Instituto das Filhas de São José”.

Além disso, da infância, Nilson traz também o amor pela arte. “Desde criança gostava de desenhar”, contou o também artista que se formou em designer gráfico e tem como hobby o desenho.

Deste seu hobby nasceu o primeiro projeto que fez para a igreja Nossa Senhora da Conceição Aparecida, as ilustrações da Via Sacra, feitas em 2003 e doadas à igreja no ano seguinte.

Porém, desta vez foi diferente, pois Nilson estava decidido a fazer algo novo, a escultura. “Lembro-me de que, quando adolescente, fui a uma ou duas aulas de modelagem em argila, mas não me interessei pelo trabalho naquela época de minha vida”.

Agora, 30 anos depois, contou que acordou com “vontade de esculpir alguma coisa” e, devido ao seu gosto por desenho e anatomia, pensou em fazer algo relacionado “que expressasse os mesmos traços marcantes que busco em meus desenhos. Desta forma, como o período era o da Quaresma, a primeira imagem que veio em minha mente foi a do Senhor Morto”.

“Por alguns dias, a ideia martelava na cabeça: como fazer? Como conseguir o barro? Onde fazer? E, assim, as respostas iam fazendo com que o propósito se tornasse mais evidente: vou esculpir um Senhor Morto como penitência para esta quaresma!”, relatou.

O projeto começou a tomar forma no dia seguinte à Quarta-feira de Cinzas. Um amigo de Nilson, dono de uma olaria, ajudou com a doação do barro – a princípio, 80 quilos, mas logo viu que seria necessário mais 80.

A mesa da churrasqueira, no quintal de casa, se tornou o local de trabalho, onde construiu “uma base de madeira, como um berço, medindo 7 cm de altura por 1,80 m de comprimento e 70 cm de largura”.

Com pesquisas de imagens do Senhor Morto e a noção de anatomia adquirida por conta de seus desenhos, Nilson colocou as mãos à obra. “Assim, com alguns palitos de sorvete que afiei as pontas, uma pequena faca e uma espátula, nasceu a escultura, totalmente modelada no barro”.

O trabalho lhe exigiu muito esforço, pois enfrentou dificuldades, principalmente “por conta do desconhecimento do tempo de secagem da argila”. “Trabalhei com afinco todos os dias, pelo menos 2 horas por noite”.

No total, “para a conclusão da modelagem, levei cerca de 15 dias, totalizando algo em torno de 30 horas trabalhadas. Agora era esperar secar para fazer o acabamento”. E foi então que os principais problemas começaram a surgir, pois, conforme secava, a escultura começa a apresentar algumas trincas e o propósito quaresmal começava a fazer mais sentido.

“Uma delas separou a imagem no meio, na altura da cintura, comprometendo ambas as mãos, as quais tive que refazer inúmeras vezes, conforme as trincas iam diminuindo”, recordou, ressaltando que não perdia a esperança.

Nilson assinalou que muitas vezes chegou a abandonar alguns trabalhos devido ao cansaço pelo tempo de execução. Mas, desta vez foi diferente e, “por algum motivo, neste em especial, não me passou pela cabeça tal pensamento”.

“A cada trinca eu me via ainda mais motivado a continuar; e elas foram me ensinando que a diferença está nos detalhes”, afirmou, ao pontuar que nessas dificuldades, pôde “aperfeiçoar a imagem, remodelando melhor as mãos, detalhes como as unhas, cabelos, etc”.

Para o designer gráfico, “as trincas me ensinaram a cultivar melhor a paciência, virtude tão esquecida na correria do dia a dia, ainda mais por conta do mercado em que atuo, onde ‘tudo é para ontem’”.

A escultura do Senhor Morto ainda está em processo de finalização. “As trincas já não são mais evidentes e a escultura aguarda o tempo de cura total para garantir a resistência e evitar fissuras por conta da retração do barro”. Em seguida, explicou que passará para a fase da pintura e do verniz.

Após ficar pronta, será colocada “no caixão expositor” que é um projeto feito pela própria igreja, com uma ação entre os fiéis.

“Quanto à escultura – concluiu Nilson –, sinto que fui um instrumento da Divina Providência para ter chegado ao resultado esperado. Afinal, apesar de todo trabalho que tive, falta de ferramentas adequadas e principalmente falta de tempo, saio renovado com a sensação de missão cumprida”.

Fonte: ACI Digital

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